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Torre de Marfim

EP 2

Roda de Conversa - Estudantes da UNESP

16 de Maio, 2025

25 min

ep2

Episódio com estudantes do curso de Ciência da Computação da UNESP de Rio Claro

Olá, leitores antenados no futuro! Sejam muito bem-vindos ao blog da Torre de Marfim, o espaço onde a gente desce do topo para conectar ciência, jogos e curiosidades com vocês.

Neste episódio tivemos o retorno do nosso estreante do podcast Leonardo Pereira, que é pesquisador e docente do DEMAC/IGCE na UNESP de Rio Claro/SP, voltou para conversar com a gente neste episódio super especial.

Mas dessa vez, reunimos uma galera super talentosa e dedicada da computação para um bate-papo sobre os desafios, escolhas e surpresas da graduação. Nessa roda temos a participação ilustre de estudantes da UNESP: Guilherme Bisse, Laura Juliani, ambos do do 2º ano e Thais Correa do 3º da computação.

A conversa iniciou com uma pergunta que tira o sono de muitos ingressantes: “como foi a quebra de expectativa entre o que vocês imaginavam da graduação e as surpresas que encontraram depois?”

É muito comum pessoas como a Laura entrar num curso com um sentimento de incerteza sobre a vida acadêmica, que assim como ela, por exemplo, entram no curso “muito no escuro”.

“Eu só esperava no primeiro ano computação e foi uma quebra de expectativa pra mim, porque a gente tem muita matemática no primeiro ano, pelo menos aqui na UNESP, então tipo assim, nossa, foi muita matemática”

Por outro lado, muitos que fizeram técnico previamente tem certa mais certa noção da área que se quer trabalhar. Apesar disso, ambos lados veem o primeiro ano, que possui majoritariamente a matemática como aprendizado, uma quebra da idealização que se cria pela computação.

O professor Leonardo, confessou que para ele foi um mundo muito novo. Ele queria fazer jogos, mas entrou sem saber programar. A experiência foi “bem chocante”, especialmente por ter colegas que já vinham do técnico e se destacavam, enquanto ele “sofria”. Apesar do sofrimento, ele ressalta o aprendizado e a paixão pela área.

“Hoje em dia agora eu sei programar, né? Mas foi, assim, uma experiência bem chocante porque eu demorei pra pegar a programação. Tinha muita matemática também, né? Não é uma área que eu gosto muito, tá, galera? Não é porque eu sou professor de computação que eu gosto de matemática. Eu também sofro”

Além do mais, enfatizou que a universidade é um lugar para experimentar e conhecer novas ideias em um ambiente relativamente seguro.

“Tá tudo bem você entrar e não fazer ideia do que você tá fazendo, tá tudo bem você ter uma ideia e mudar ela, tá tudo bem você mudar de curso. sempre é hora de você mudar a sua vida, você fazer o que você quer, o que você acha que se encaixa melhor na sua vida”

Durante o bate-papo, o Guilherme, estudante do segundo ano de computação, comentou sobre a exigência da universidade em relação aos estudos.

“Você percebe que a universidade te cobra muito mais o estudo, assim, também, é muito mais rígido, né? Você precisa ter uma rotina de estudo, você precisa definir as suas prioridades, não dá pra você fazer tudo largado, assim, também, acho importante ressaltar isso”

A Thais comentou sobre busca um bom equilíbrio e, no primeiro ano, percebeu que poderia ter se envolvido mais em atividades extracurriculares. Ela acredita que “tudo é uma questão de equilíbrio” e que com o tempo, o aluno aprende a se organizar e a equilibrar as coisas. E também comentou sobre a comparação entre os colegas.

“É uma comparação meio injusta porque todo mundo tem realidades diferentes, tem um histórico, passa por coisas diferentes. E eu acho que a única comparação que é menos danosa é você se comparar com você mesmo, o que você fez antes, de onde você tava pra onde você tá chegando, assim.”

A faculdade não é só estudo! A conciliação entre vida pessoal e acadêmica é um desafio na faculdade. Ele salientou a importância de equilibrar o profissionalismo com lazer, aproveitando as experiências universitárias como festas e convívio social. Além disso, Guilherme aconselhou a não se render à insegurança na escolha da área, sugerindo que se “deixe a vida te levar”, pois a identificação com uma área virá naturalmente.

Apesar dos desafios, a experiência universitária é vista como um período de aprendizado, formação de amizades e descoberta de caminhos, com a liberdade de experimentar diversas áreas e a importância de ser uma pessoa com boas habilidades sociais além das técnicas.

Por fim, há a importância da autocompaixão e da colaboração entre os alunos, lugar onde experienciamos e aprendemos com nossas duvidas, assim como lidar com escolhas que são cruciais para nosso futuro eu.

Essa roda de conversa foi super informativa e numa pegada mais filosófica, tanto para quem já estuda Ciência da Computação, para compartilhar opiniões, quanto para quem pensa em ingressar na área e quer entender a realidade.

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